Seletividade alimentar
Seletividade alimentar: comer bem, um passo de cada vez
Quando a criança aceita poucos alimentos, a hora da refeição vira batalha. Com estratégia e paciência, dá para ampliar o cardápio sem brigas, no tempo dela.

Não é birra, nem "frescura"
A seletividade alimentar vai além de "não gostar de legumes". A criança pode recusar texturas, cores, cheiros ou temperaturas, e aceitar uma lista bem curta de alimentos.
É comum em crianças no espectro autista (TEA), mas também aparece em outras crianças. Tem causas sensoriais, comportamentais e, às vezes, clínicas.
O trabalho é feito com a família: entender o que está por trás da recusa, cuidar para que a criança receba os nutrientes de que precisa e apresentar novos alimentos aos poucos, sem forçar.
Sinais para ficar atento
Se algum item fez sentido para você ou para alguém da sua família, vale conversar comigo.
- A criança aceita menos de 20 alimentos
- Recusa grupos inteiros, como frutas ou legumes
- Só come alimentos de uma cor, marca ou textura
- Engasga, tem ânsia ou chora diante de comidas novas
- As refeições viraram momentos de briga
- Há preocupação com o peso ou o crescimento
Como a gente trabalha
Quando a criança já acompanha com fono, terapeuta ocupacional ou psicólogo, o plano conversa com o trabalho deles.
- Avaliação do consumo alimentar
- Orientação aos pais
- Introdução gradual de alimentos
- Estratégias para a hora da refeição
- Atenção às necessidades no autismo
- Trabalho junto com a equipe da criança
Como agendar
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Nos retornos, a gente ajusta o que for preciso. O processo é construído junto, respeitando o seu tempo.
Dúvidas sobre seletividade alimentar
A partir de que idade dá para atender?
Desde a introdução alimentar. Quanto mais cedo a família recebe orientação, mais tranquilo tende a ser o processo.
Toda criança autista tem seletividade?
Não, mas a seletividade é mais comum no autismo, principalmente por questões sensoriais. Cada criança tem o seu jeito e o plano respeita isso.
Devo forçar meu filho a comer?
Forçar costuma aumentar a recusa. O trabalho é de exposição gradual, sem pressão, com estratégias para a família usar em casa.
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