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Seletividade alimentar infantil: quando a recusa vai além do "não gosto"

Por Larissa Oliveira, nutricionista (CRN 74749), Osasco (SP). Publicado em .

Resposta rápida

Seletividade alimentar é quando a criança aceita uma variedade muito pequena de alimentos, muitas vezes por questões sensoriais, como textura, cor e cheiro. É mais comum em crianças no espectro autista, mas aparece em outras crianças também. Forçar costuma piorar: o trabalho é de exposição gradual, com a família, e atenção aos nutrientes de que a criança precisa.

Mãe e filho desenhando juntos à mesa, com lápis de cor

Toda criança passa por fases de recusar alguns alimentos. Mas, quando a lista do que ela aceita fica cada vez menor e a hora da refeição vira batalha, pode ser seletividade alimentar.

O que é seletividade alimentar

É quando a criança aceita uma variedade muito pequena de alimentos e recusa os novos com intensidade. A recusa pode estar ligada a:

  • textura (só come o que é crocante, ou só o que é pastoso);
  • cor ou aparência;
  • cheiro e temperatura;
  • marca ou forma de preparo específicas.

Autismo e seletividade alimentar

A seletividade é mais comum em crianças no espectro autista (TEA), em grande parte por questões sensoriais. Mas ela também aparece em outras crianças, e cada caso tem o seu motivo.

Sinais para procurar ajuda

  • a criança aceita poucos alimentos (muitas vezes menos de 20);
  • recusa grupos inteiros, como frutas, legumes ou carnes;
  • engasga, tem ânsia ou chora diante de comidas novas;
  • as refeições viraram momentos de briga em casa;
  • há preocupação com o peso ou com o crescimento.

Como a nutricionista ajuda

O trabalho é feito com a família. Primeiro, entender o que está por trás da recusa e cuidar para que a criança receba os nutrientes de que precisa. Depois, apresentar novos alimentos aos poucos, sem forçar, com estratégias para usar em casa.

Forçar costuma aumentar a recusa. Paciência e estratégia ampliam o cardápio, no tempo da criança.

Quando a criança já acompanha com fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional ou psicólogo, o plano conversa com o trabalho deles.

Perguntas frequentes

Como sei se é seletividade ou só fase?

Recusar alguns alimentos é comum na infância. Vale procurar orientação quando a lista de alimentos aceitos é muito curta, quando grupos inteiros são recusados ou quando há preocupação com o crescimento.

A seletividade tem relação com o autismo?

É mais frequente em crianças no espectro autista, principalmente por questões sensoriais. Mas nem toda criança com seletividade é autista, e nem toda criança autista tem seletividade.

Conteúdo informativo, escrito por Larissa Oliveira, nutricionista (CRN 74749). Não substitui uma consulta individual. Medicamentos só devem ser usados com prescrição e acompanhamento médico.